Estado convocará novos policiais em caso de falecimento

Marcelo Weick diz que estado só convocará concursados da PC em caso de falecimento ou aposentadoria do efetivo

As divergência entre os policiais civis concursados e o governo do estado tem gerado um clima de insegurança na Paraíba. A categoria reivindica a reestruturação da carreira e a convocação de aproximadamente 1000 concursados entre agentes penitenciários e policiais. O chefe da Casa Civil do governo do estado, Marcelo Weick, disse o governo só convocará os concursados em caso de falecimento ou aposentadoria do efetivo atual.

“O governo está acima do limite da lei de responsabilidade fiscal, então temos algumas vedações. A alternativa que nós temos é: a medida que nós temos falecimento ou aposentadoria de servidores no setor de saúde educação e segurança, nós podemos fazer a reposição”, explicou Weick, ratificando que essa é a única alternativa para a convocação de policiais civis sem que haja comprometimento com a lei de responsabilidade fiscal.

O chefe da Casa Civil afirmou, ainda, que o governo tem conhecimento sobre a necessidade desses profissionais, mas que existe a incapacidade de convocação: “Nós estamos preocupados com a manutenção do cargo, pois se chamarmos e depois não tivermos a condição de mantê-los no cargo? Nós queremos chamar, até por que sabemos da necessidade dos concursados. Mas o governo não tem condições para mantê-los nos postos”, garantiu.

O comprometimento com a lei de responsabilidade fiscal acarreta no bloqueio de recursos federais para a Paraíba, e este é o ponto principal, na leitura de Weick, que impede o governo de concretizar as convocações: “Sabemos da necessidade de convocação. Porém, se chamarmos, nós perderemos os recursos federais que estão vindo para cá pois estaríamos extrapolando o limite da lei. Temos o entendimento da necessidade, mas infelizmente temos essas limitações”, finalizou.

Fonte: PolíticaPB