ASPOL parabeniza concluintes da Polícia Civil e reforça luta pela recomposição do efetivo
Associação destaca campanhas, levantamento técnico e atuação junto ao Ministério Público da Paraíba e ao NCAP em defesa da convocação dos aprovados
A Associação dos Policiais Civis de Carreira da Paraíba, parabeniza os 240 concluintes da quarta turma do concurso público da Polícia Civil, cuja solenidade de formatura foi realizada nesta semana, em João Pessoa.
A conclusão do curso representa uma importante etapa para o ingresso dos novos profissionais na instituição. A nomeação da turma está prevista para outubro e deverá contribuir para a recomposição do efetivo da Polícia Civil em diferentes regiões da Paraíba.
Para a ASPOL, cada novo policial representa mais capacidade de atendimento à população, mais apoio às equipes atualmente em atividade e melhores condições para a realização de investigações sérias e complexas em todo o estado.
Mobilização pela convocação
A ASPOL acompanha a situação do efetivo da Polícia Civil há vários anos. Nesse período, a entidade promoveu campanhas públicas, realizou levantamentos técnicos e manteve agendas e visitas institucionais ao Ministério Público da Paraíba, especialmente por meio do Núcleo de Controle Externo da Atividade Policial — NCAP.
A atuação teve como objetivo demonstrar que a convocação dos aprovados não era apenas uma reivindicação dos concursados ou dos servidores da instituição, mas uma necessidade concreta da segurança pública paraibana.
Levantamento produzido pela ASPOL, com dados referentes a 2024, apontou que a Polícia Civil contava com 2.289 profissionais em atividade, diante de um quadro legal de 7.925 cargos. A defasagem estimada ultrapassava 5,6 mil policiais civis.
O diagnóstico apresentado pela associação também contribuiu para a atuação do Ministério Público da Paraíba, que ajuizou a Ação Civil Pública, cobrando do Estado medidas para enfrentar a insuficiência do efetivo e requerendo a convocação dos candidatos aprovados dentro do ponto de corte do concurso.
A situação foi igualmente apontada em relatório do Tribunal de Contas do Estado da Paraíba, que registrou a insuficiência do quadro de pessoal da Polícia Civil e os impactos da defasagem sobre a prestação dos serviços de segurança pública. O documento reforça a necessidade de planejamento, recomposição do efetivo e adoção de medidas permanentes para garantir a capacidade operacional da instituição.
A presidente da ASPOL, Suana Melo, afirma que a chegada dos novos profissionais deve ser recebida como uma conquista coletiva e, ao mesmo tempo, como mais uma etapa de uma mobilização que precisa continuar. “Recebemos esses novos policiais civis com alegria, respeito e esperança. Cada profissional que chega ajuda a diminuir a sobrecarga enfrentada nas delegacias e amplia a capacidade de investigação da Polícia Civil. Essa conquista também demonstra a importância das campanhas, dos levantamentos técnicos e do diálogo institucional que a ASPOL manteve com o Ministério Público, com o NCAP e com os órgãos de controle em defesa das convocações”, destaca a presidente.
Menos sobrecarga e mais investigação
A recomposição do efetivo tem consequências diretas para a qualidade do serviço prestado à sociedade. Uma Polícia Civil desfalcada encontra mais dificuldades para investigar homicídios, enfrentar organizações criminosas, combater golpes, localizar pessoas desaparecidas, recuperar celulares e outros bens e proteger mulheres, crianças e idosos.
A insuficiência de servidores também aumenta a sobrecarga dos policiais que permanecem na ativa, acumulando inquéritos, diligências, plantões, oitivas e atividades administrativas.
A chegada de novos profissionais pode ajudar a distribuir melhor essas responsabilidades, fortalecer as delegacias do interior e ampliar a capacidade operacional das unidades especializadas. Também permite que investigações complexas recebam o tempo, a estrutura e a atenção necessários para a produção de provas consistentes.
A ASPOL ressalta, contudo, que a incorporação da quarta turma não encerra o problema histórico da falta de efetivo. A associação continuará defendendo a convocação dos aprovados, a realização periódica de concursos públicos e uma política permanente de recomposição e valorização dos quadros da Polícia Civil.
“A nomeação dos novos policiais é um avanço que deve ser reconhecido. Mas a Paraíba ainda precisa de uma política contínua de recomposição. Mais policiais significam menos sobrecarga para quem está trabalhando, mais investigações concluídas e mais proteção para a população”, acrescenta Suana Melo.
Sejam bem-vindos
A ASPOL-PB deseja aos concluintes uma trajetória profissional marcada pela responsabilidade, pelo compromisso com a verdade e pela defesa dos direitos da sociedade paraibana.
A entidade também reafirma que estará ao lado dos novos policiais e de toda a categoria na defesa de condições dignas de trabalho, valorização profissional, estrutura adequada e fortalecimento da carreira investigativa.
Sejam bem-vindos à Polícia Civil da Paraíba.
Mais policiais. Menos sobrecarga. Mais investigação.
